<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
  <channel>
    <title>Olhar Convexo</title>
    <link>https://olharconvexo.com.br/</link>
    <description>Analisando Curvaturas da Realidade</description>
    <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:56:38 +0000</pubDate>
    <image>
      <url>https://i.snap.as/Ikzqak2t.png</url>
      <title>Olhar Convexo</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/</link>
    </image>
    <item>
      <title>O Ozempic Genérico e a Ilusão da Democratização</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/o-ozempic-generico-e-a-ilusao-da-democratizacao?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[ESCRITO COM AUXÍLIO DE IA&#xA;&#xA;Com a queda da patente da semaglutida, o Brasil celebra barateamento e acesso ampliado. Mas por trás da euforia, um sistema de saúde que nunca ofereceu sequer um remédio para obesidade no SUS agora promete colocar a droga do momento nas clínicas da família. Crença, oportunismo ou dois ao mesmo tempo?&#xA;&#xA;Em 20 de março de 2026, a patente da semaglutida expirou no Brasil. Uma molécula que imita um hormônio intestinal produzido pelo próprio corpo humano — mas que, nas mãos da Novo Nordisk, valeu bilhões de dólares e moldou corpos, expectativas e discursos políticos — finalmente cai em domínio público. Os laboratórios nacionais já se posicionam. A Anvisa trabalha horas extras para aprovar os primeiros genéricos. O Ministério da Saúde fala em prioridade. E a população, que convive com quarenta milhões de obesos e um SUS que até ontem não oferecia nenhum medicamento para a condição, respira aliviada.&#xA;&#xA;A pergunta que ninguém está fazendo em voz alta é simples e incômoda: por que estamos comemorando que o acesso a um tratamento vai passar de impossível para apenas difícil?&#xA;&#xA;R$1.100 Preço médio atual de uma caneta de Ozempic;&#xA;&#xA;40mi Brasileiros com obesidade sem acesso público a tratamento;&#xA;&#xA;R$8bi Impacto anual estimado caso o SUS incorpore a semaglutida;&#xA;&#xA;O monopólio que nunca deveria ter custado tanto&#xA;&#xA;A Novo Nordisk é uma empresa dinamarquesa fundada em 1923. A semaglutida foi desenvolvida a partir de estudos sobre o lagarto de Gila, pesquisa parcialmente financiada com dinheiro público norte-americano. O princípio ativo é um análogo sintético de um hormônio que todos nós produzimos. Apesar disso, a empresa cobrou o que quis por mais de uma década — e o Estado brasileiro deixou. Esse não é um problema da Novo Nordisk. É um problema do sistema que permite e incentiva esse modelo.&#xA;&#xA;Quando a empresa entrou na Justiça pedindo extensão da patente até 2038 — alegando que o INPI demorou treze anos para concedê-la —, o argumento foi, ao mesmo tempo, juridicamente questionável e humanamente revelador. A empresa queria que a sociedade brasileira pagasse pela ineficiência do próprio Estado durante mais doze anos. Fortunadamente, o STJ e o STF disseram não. Mas a questão que fica é: por que o INPI levou treze anos? E por que isso não escandaliza ninguém?&#xA;&#xA;&#34;O SUS nunca ofereceu nenhum medicamento para obesidade. Agora, às vésperas de um genérico barato, promete a semaglutida nas clínicas da família. O timing não é coincidência — é política.&#34;&#xA;&#xA;A euforia do genérico e seus limites reais&#xA;&#xA;As projeções são otimistas: queda de 30% a 50% no preço, chegada de pelo menos treze fabricantes ao mercado, possível incorporação ao SUS para casos mais graves. O mercado de semaglutida pode dobrar, chegando a vinte bilhões de reais em 2026. Para os laboratórios nacionais — EMS, Hypera, Cimed, Biomm —, isso é a corrida do ouro. Para o consumidor, uma redução real. Para o paciente diabético ou com obesidade grave que ganha dois salários mínimos, ainda pode ser inacessível.&#xA;&#xA;Um genérico precisa custar pelo menos 35% a menos que o original. Com o Ozempic por volta de R$ 1.100, estamos falando de genéricos por, talvez, R$ 650 a R$ 750. Em cinco anos, com a concorrência se aprofundando, talvez R$ 400 a R$ 500. Um valor ainda proibitivo para a maioria da população que mais precisa do medicamento — e que frequenta o SUS, não o plano de saúde.&#xA;&#xA;Dado crítico&#xA;&#xA;A Conitec rejeitou a incorporação da semaglutida ao SUS em agosto de 2025 com impacto orçamentário estimado em mais de R$ 8 bilhões anuais — quase o dobro do orçamento total do Farmácia Popular. Após a queda da patente, o Ministério da Saúde mudou de tom. A molécula não mudou. O preço, sim. O discurso acompanhou o preço, não a necessidade clínica.&#xA;&#xA;O risco invisível: automedicação em escala&#xA;&#xA;Há um efeito colateral que nenhum ensaio clínico mede com precisão: a automedicação democratizada. Hoje, o preço alto funciona, perversamente, como barreira de acesso — mas também como barreira ao uso indevido. Com genéricos a R$ 500 ou menos, o mercado da &#34;caneta sem receita&#34; pode explodir. A RDC 973 da Anvisa exige retenção de receita, e a fiscalização promete ser intensificada. Na prática, quem trabalha em farmácia sabe o que isso significa em termos de cumprimento real.&#xA;&#xA;Os riscos do uso sem indicação clínica não são abstratos: pancreatite aguda, perda de massa muscular em usuários saudáveis, e — o mais negligenciado — o efeito rebote. Estudos mostram que pacientes que interrompem a semaglutida sem acompanhamento recuperam o peso com facilidade. Isso transforma o remédio, para parte dos usuários, num ciclo eterno de consumo. Para a indústria, um modelo de negócio perfeito. Para a saúde pública, uma bomba-relógio.&#xA;&#xA;O que a queda da patente revela sobre a inovação farmacêutica no Brasil&#xA;&#xA;A Novo Nordisk tem razão em um ponto técnico: a ausência de mecanismos como o Patent Term Adjustment (PTA) — comum nos EUA, na Europa e no Canadá — gera insegurança jurídica para quem quer investir em inovação no país. Se a burocracia estatal corrói o período de exclusividade sem compensação, laboratórios internacionais terão menos incentivo para trazer moléculas inovadoras ao Brasil primeiro. O país tende a se tornar mercado de segunda classe — destino de tecnologias já maduras, não de fronteira.&#xA;&#xA;Mas o STF foi igualmente correto ao barrar a extensão automática: permitir que empresas privadas cobrem da sociedade pelo atraso do próprio Estado inverteria uma equação já injusta. A solução não está em estender patentes indefinidamente nem em ignorar o problema. Está em modernizar o sistema — reformar o INPI, criar instrumentos de compensação formais e transparentes, e tornar o Brasil um parceiro confiável para a inovação sem transformar o paciente no pagador de última instância.&#xA;&#xA;&#34;A semaglutida vai ficar mais barata. Mas a pergunta que deveríamos fazer não é &#39;quanto vai custar?&#39; — e sim &#39;por que custou tanto por tanto tempo, com tanto silêncio?&#39;&#34;&#xA;&#xA;Conclusão: a vitória que não pode se encerrar aqui&#xA;&#xA;A queda da patente da semaglutida é, sim, uma vitória. Uma vitória para pacientes diabéticos que não tinham alternativa, para laboratórios nacionais que mereciam competir, e para um sistema de saúde que precisa urgentemente de opções terapêuticas para a epidemia de obesidade. Mas comemorar sem questionar é ingenuidade que o sistema agradece.&#xA;&#xA;O que torna este momento verdadeiramente revelador não é o preço do genérico — é o que a trajetória do Ozempic expõe sobre como o Brasil lida com inovação, propriedade intelectual, saúde pública e desigualdade de acesso. Por dezessete anos, desde o depósito da patente em 2006, o Brasil assistiu a um medicamento se tornar fenômeno global sem ter qualquer política estruturada para garantir que sua população de quarenta milhões de obesos tivesse acesso. Nenhum medicamento para obesidade no SUS. Nenhum. Até agora, que o genérico chegou e a conta ficou mais palatável.&#xA;&#xA;Que bom que vai ficar mais barato. Mas deveríamos estar com mais raiva de que demorou tanto.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="https://olharconvexo.com.br/tag:ESCRITO" class="hashtag"><span>#</span><span class="p-category">ESCRITO</span></a> COM AUXÍLIO DE IA#</strong></p>

<p><em>Com a queda da patente da semaglutida, o Brasil celebra barateamento e acesso ampliado. Mas por trás da euforia, um sistema de saúde que nunca ofereceu sequer um remédio para obesidade no SUS agora promete colocar a droga do momento nas clínicas da família. Crença, oportunismo ou dois ao mesmo tempo?</em></p>

<p>Em 20 de março de 2026, a patente da semaglutida expirou no Brasil. Uma molécula que imita um hormônio intestinal produzido pelo próprio corpo humano — mas que, nas mãos da Novo Nordisk, valeu bilhões de dólares e moldou corpos, expectativas e discursos políticos — finalmente cai em domínio público. Os laboratórios nacionais já se posicionam. A Anvisa trabalha horas extras para aprovar os primeiros genéricos. O Ministério da Saúde fala em prioridade. E a população, que convive com quarenta milhões de obesos e um SUS que até ontem não oferecia nenhum medicamento para a condição, respira aliviada.</p>

<p>A pergunta que ninguém está fazendo em voz alta é simples e incômoda: por que estamos comemorando que o acesso a um tratamento vai passar de impossível para apenas difícil?</p>

<p><strong>R$1.100</strong> Preço médio atual de uma caneta de Ozempic;</p>

<p><strong>40mi</strong> Brasileiros com obesidade sem acesso público a tratamento;</p>

<p><strong>R$8bi</strong> Impacto anual estimado caso o SUS incorpore a semaglutida;</p>

<h2 id="o-monopólio-que-nunca-deveria-ter-custado-tanto" id="o-monopólio-que-nunca-deveria-ter-custado-tanto"><strong>O monopólio que nunca deveria ter custado tanto</strong></h2>

<p>A Novo Nordisk é uma empresa dinamarquesa fundada em 1923. A semaglutida foi desenvolvida a partir de estudos sobre o lagarto de Gila, pesquisa parcialmente financiada com dinheiro público norte-americano. O princípio ativo é um análogo sintético de um hormônio que todos nós produzimos. Apesar disso, a empresa cobrou o que quis por mais de uma década — e o Estado brasileiro deixou. Esse não é um problema da Novo Nordisk. É um problema do sistema que permite e incentiva esse modelo.</p>

<p>Quando a empresa entrou na Justiça pedindo extensão da patente até 2038 — alegando que o INPI demorou treze anos para concedê-la —, o argumento foi, ao mesmo tempo, juridicamente questionável e humanamente revelador. A empresa queria que a sociedade brasileira pagasse pela ineficiência do próprio Estado durante mais doze anos. Fortunadamente, o STJ e o STF disseram não. Mas a questão que fica é: por que o INPI levou treze anos? E por que isso não escandaliza ninguém?</p>

<p><em>“O SUS nunca ofereceu nenhum medicamento para obesidade. Agora, às vésperas de um genérico barato, promete a semaglutida nas clínicas da família. O timing não é coincidência — é política.”</em></p>

<h2 id="a-euforia-do-genérico-e-seus-limites-reais" id="a-euforia-do-genérico-e-seus-limites-reais"><strong>A euforia do genérico e seus limites reais</strong></h2>

<p>As projeções são otimistas: queda de 30% a 50% no preço, chegada de pelo menos treze fabricantes ao mercado, possível incorporação ao SUS para casos mais graves. O mercado de semaglutida pode dobrar, chegando a vinte bilhões de reais em 2026. Para os laboratórios nacionais — EMS, Hypera, Cimed, Biomm —, isso é a corrida do ouro. Para o consumidor, uma redução real. Para o paciente diabético ou com obesidade grave que ganha dois salários mínimos, ainda pode ser inacessível.</p>

<p>Um genérico precisa custar pelo menos 35% a menos que o original. Com o Ozempic por volta de R$ 1.100, estamos falando de genéricos por, talvez, R$ 650 a R$ 750. Em cinco anos, com a concorrência se aprofundando, talvez R$ 400 a R$ 500. Um valor ainda proibitivo para a maioria da população que mais precisa do medicamento — e que frequenta o SUS, não o plano de saúde.</p>

<p><strong>Dado crítico</strong></p>

<p>A Conitec rejeitou a incorporação da semaglutida ao SUS em agosto de 2025 com impacto orçamentário estimado em mais de R$ 8 bilhões anuais — quase o dobro do orçamento total do Farmácia Popular. Após a queda da patente, o Ministério da Saúde mudou de tom. A molécula não mudou. O preço, sim. O discurso acompanhou o preço, não a necessidade clínica.</p>

<h2 id="o-risco-invisível-automedicação-em-escala" id="o-risco-invisível-automedicação-em-escala"><strong>O risco invisível: automedicação em escala</strong></h2>

<p>Há um efeito colateral que nenhum ensaio clínico mede com precisão: a automedicação democratizada. Hoje, o preço alto funciona, perversamente, como barreira de acesso — mas também como barreira ao uso indevido. Com genéricos a R$ 500 ou menos, o mercado da “caneta sem receita” pode explodir. A RDC 973 da Anvisa exige retenção de receita, e a fiscalização promete ser intensificada. Na prática, quem trabalha em farmácia sabe o que isso significa em termos de cumprimento real.</p>

<p>Os riscos do uso sem indicação clínica não são abstratos: pancreatite aguda, perda de massa muscular em usuários saudáveis, e — o mais negligenciado — o efeito rebote. Estudos mostram que pacientes que interrompem a semaglutida sem acompanhamento recuperam o peso com facilidade. Isso transforma o remédio, para parte dos usuários, num ciclo eterno de consumo. Para a indústria, um modelo de negócio perfeito. Para a saúde pública, uma bomba-relógio.</p>

<h2 id="o-que-a-queda-da-patente-revela-sobre-a-inovação-farmacêutica-no-brasil" id="o-que-a-queda-da-patente-revela-sobre-a-inovação-farmacêutica-no-brasil"><strong>O que a queda da patente revela sobre a inovação farmacêutica no Brasil</strong></h2>

<p>A Novo Nordisk tem razão em um ponto técnico: a ausência de mecanismos como o Patent Term Adjustment (PTA) — comum nos EUA, na Europa e no Canadá — gera insegurança jurídica para quem quer investir em inovação no país. Se a burocracia estatal corrói o período de exclusividade sem compensação, laboratórios internacionais terão menos incentivo para trazer moléculas inovadoras ao Brasil primeiro. O país tende a se tornar mercado de segunda classe — destino de tecnologias já maduras, não de fronteira.</p>

<p>Mas o STF foi igualmente correto ao barrar a extensão automática: permitir que empresas privadas cobrem da sociedade pelo atraso do próprio Estado inverteria uma equação já injusta. A solução não está em estender patentes indefinidamente nem em ignorar o problema. Está em modernizar o sistema — reformar o INPI, criar instrumentos de compensação formais e transparentes, e tornar o Brasil um parceiro confiável para a inovação sem transformar o paciente no pagador de última instância.</p>

<p><em>“A semaglutida vai ficar mais barata. Mas a pergunta que deveríamos fazer não é &#39;quanto vai custar?&#39; — e sim &#39;por que custou tanto por tanto tempo, com tanto silêncio?&#39;”</em></p>

<h2 id="conclusão-a-vitória-que-não-pode-se-encerrar-aqui" id="conclusão-a-vitória-que-não-pode-se-encerrar-aqui"><strong>Conclusão: a vitória que não pode se encerrar aqui</strong></h2>

<p>A queda da patente da semaglutida é, sim, uma vitória. Uma vitória para pacientes diabéticos que não tinham alternativa, para laboratórios nacionais que mereciam competir, e para um sistema de saúde que precisa urgentemente de opções terapêuticas para a epidemia de obesidade. Mas comemorar sem questionar é ingenuidade que o sistema agradece.</p>

<p>O que torna este momento verdadeiramente revelador não é o preço do genérico — é o que a trajetória do Ozempic expõe sobre como o Brasil lida com inovação, propriedade intelectual, saúde pública e desigualdade de acesso. Por dezessete anos, desde o depósito da patente em 2006, o Brasil assistiu a um medicamento se tornar fenômeno global sem ter qualquer política estruturada para garantir que sua população de quarenta milhões de obesos tivesse acesso. Nenhum medicamento para obesidade no SUS. Nenhum. Até agora, que o genérico chegou e a conta ficou mais palatável.</p>

<p>Que bom que vai ficar mais barato. Mas deveríamos estar com mais raiva de que demorou tanto.</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/o-ozempic-generico-e-a-ilusao-da-democratizacao</guid>
      <pubDate>Tue, 17 Mar 2026 00:31:22 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Proibição do Celular nas Universidades: Solução ou Novo Problema?</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/proibicao-do-celular-nas-universidades-solucao-ou-novo-problema-gsg1?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[Recentemente, o INSPER proibiu o uso de celulares em seus campi, e a FGV seguiu o mesmo caminho. Na realidade, não é uma proibição propriamente dita, já que são adultos — e não há lei que dite essa regra, nem federal, nem estadual — é uma forte recomendação que pode beneficiar os alunos em projetos internos das próprias universidades.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;Entretanto, definir uma “política de forte recomendação do não uso” é proibir sem usar uma lei, segundo relatos de alunos ao podcast “O ASSUNTO”, do G1. (edição de 18/02/2026).&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Mas essa proibição traz algum benefício real ou apenas tenta controlar o incontrolável?Essa proibição já está em vigor no INSPER há pelo menos um ano, e os professores relatam que as notas e a qualidade do ensino já tem sido melhor.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Podemos usar o exemplo de uma faculdade do Texas: uma política de incentivo ao uso direcionado apenas ao aprendizado. Quanto “melhor” for o uso — nos momentos corretos — os alunos ganham moedas (coins) para trocar por descontos em lojas no campus e outros benefícios. A diferença é que a política do incentivo não é mandatória — é voluntária.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;No Brasil, uma recente pesquisa divulgada pelo G1, demonstrou que os brasileiros usam o celular, em média, por 05h e 30min por dia. (com uma média de 4h apenas usando redes sociais!). Quando olhamos mais a fundo e separamos por faixa etária, vemos a disparidade entre os jovens: 70% destes passam entre 10h e 19h por dia usando o telefone. Deste tempo, em média 9h por dia é dedicado somente para redes sociais.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Devem ser realizadas políticas de incentivo ao uso correto do celular, especialmente pelo temido efeito contágio em sala: esse efeito é literal - quando um aluno começa a jogar, os outros têm vontade de jogar também, e quando percebe-se, a sala inteira está olhando para as telas.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Quando pensamos que os alunos já são adultos quando estão nas universidades, esse pensamento deve ser feito com ressalvas — lembre-se que os alunos oriundos das escolas, geralmente são adolescentes (com 17/18 anos), que entram na faculdade, geralmente, no ano seguinte (com 18/19 anos), ou seja, raramente ocorre grande evolução em tão pouco tempo.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Porque não faz sentido restringir?&#xA;&#xA;Os profissionais, especialmente aqueles do time dos cálculos (calculadoras de diferentes tipos) e da área da medicina (consultas de condutas médicas) e farmácia (consulta de interações medicamentosas) — usam o celular rotineiramente no mercado de trabalho.&#xA;&#xA;Não faz sentido restringir, afinal também se faz o mesmo uso nas universidades.&#xA;&#xA;Faz-se necessário desenvolver mecanismos de controle do uso dos celulares, voltados ao uso do brasileiro jovem, sem usar a “restrição mandatória”. Um exemplo já mencionado, é a política de incentivo (Universidade do Texas).&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O celular não é o vilão.&#xA;&#xA;O vilão é a incapacidade institucional de lidar com a complexidade dele.&#xA;&#xA;Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2026.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, o INSPER proibiu o uso de celulares em seus campi, e a FGV seguiu o mesmo caminho. Na realidade, não é uma proibição propriamente dita, já que são adultos — e não há lei que dite essa regra, nem federal, nem estadual — é uma forte recomendação que pode beneficiar os alunos em projetos internos das próprias universidades.</p>



<p>Entretanto, definir uma “política de forte recomendação do não uso” é proibir sem usar uma lei, segundo relatos de alunos ao podcast “O ASSUNTO”, do G1. (edição de 18/02/2026).</p>

<hr/>

<p>Mas essa proibição traz algum benefício real ou apenas tenta controlar o incontrolável?Essa proibição já está em vigor no INSPER há pelo menos um ano, e os professores relatam que as notas e a qualidade do ensino já tem sido melhor.</p>

<hr/>

<p>Podemos usar o exemplo de uma faculdade do Texas: uma política de incentivo ao uso direcionado apenas ao aprendizado. Quanto “melhor” for o uso — nos momentos corretos — os alunos ganham moedas (coins) para trocar por descontos em lojas no campus e outros benefícios. A diferença é que a política do incentivo não é mandatória — é voluntária.</p>

<hr/>

<p>No Brasil, uma recente pesquisa divulgada pelo G1, demonstrou que os <strong>brasileiros usam o celular, em média, por 05h e 30min por dia. (com uma média de 4h apenas usando redes sociais!).</strong> Quando olhamos mais a fundo e separamos por faixa etária, vemos a disparidade entre os jovens: <strong>70% destes passam entre 10h e 19h por dia usando o telefone. Deste tempo, em média 9h por dia é dedicado somente para redes sociais.</strong></p>

<hr/>

<p>Devem ser realizadas políticas de incentivo ao uso correto do celular, especialmente pelo temido efeito contágio em sala: esse efeito é literal – quando um aluno começa a jogar, os outros têm vontade de jogar também, e quando percebe-se, a sala inteira está olhando para as telas.</p>

<hr/>

<p>Quando pensamos que os alunos já são adultos quando estão nas universidades, esse pensamento deve ser feito com ressalvas — lembre-se que os alunos oriundos das escolas, geralmente são <strong>adolescentes (com 17/18 anos), que entram na faculdade, geralmente, no ano seguinte (com 18/19 anos), ou seja, raramente ocorre grande evolução em tão pouco tempo.</strong></p>

<hr/>

<p><strong>Porque não faz sentido restringir?</strong></p>

<p>Os profissionais, especialmente aqueles do time dos cálculos (calculadoras de diferentes tipos) e da área da medicina (consultas de condutas médicas) e farmácia (consulta de interações medicamentosas) — usam o celular rotineiramente no mercado de trabalho.</p>

<p>Não faz sentido restringir, afinal também se faz o mesmo uso nas universidades.</p>

<p>Faz-se necessário desenvolver mecanismos de controle do uso dos celulares, voltados ao uso do brasileiro jovem, sem usar a “restrição mandatória”. Um exemplo já mencionado, é a política de incentivo (Universidade do Texas).</p>

<hr/>

<p><strong>O celular não é o vilão.</strong></p>

<p><strong>O vilão é a incapacidade institucional de lidar com a complexidade dele.</strong></p>

<p>Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2026.</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/proibicao-do-celular-nas-universidades-solucao-ou-novo-problema-gsg1</guid>
      <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 13:47:55 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Autorizar é um ato de responsabilidade</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/autorizar-e-um-ato-de-responsabilidade?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[\# AVISO: USO DE IA NO TEXTO #&#xA;&#xA;Imagine um país em que, para dirigir um carro, não fosse necessário fazer prova no DETRAN.&#xA;&#xA;Bastaria se matricular em uma autoescola qualquer, assistir às aulas — boas ou péssimas — cumprir presença e, ao final, sair habilitado a dirigir um caminhão de 8 eixos em via pública.&#xA;&#xA;Soa absurdo?&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;Pois é exatamente assim que funciona a formação médica no Brasil hoje.&#xA;&#xA;Um diploma que não garante competência&#xA;&#xA;No modelo atual, concluir o curso de Medicina é suficiente para exercer a profissão.&#xA;&#xA;Não há, após a graduação, nenhum exame nacional obrigatório que comprove se aquele recém-formado domina o mínimo necessário para cuidar de vidas humanas.&#xA;&#xA;O diploma virou, na prática, um atestado de frequência — não de competência.&#xA;&#xA;E isso não seria tão grave se todas as faculdades formassem médicos bem preparados.&#xA;&#xA;Mas esse definitivamente não é o caso.&#xA;&#xA;A explosão de faculdades e o colapso da formação prática&#xA;&#xA;Nos últimos anos, o Brasil assistiu à abertura desenfreada de cursos de Medicina.&#xA;&#xA;Muitos deles surgem sem estrutura adequada, sem hospital próprio, sem campo de prática suficiente e, em alguns casos, sem nem fazer convênios sólidos para garantir treinamento clínico real.&#xA;&#xA;As ações judiciais&#xA;&#xA;Há situações em que decisões judiciais autorizam cursos mesmo quando os requisitos mínimos não estão plenamente atendidos. O resultado é previsível: alunos se formam sem ter atendido pacientes em volume e complexidade suficientes para desenvolver raciocínio clínico seguro&#xA;&#xA;O sistema finge que ensinou.&#xA;&#xA;O diploma finge que certificou.&#xA;&#xA;E a população paga o preço.&#xA;&#xA;ENAMED: uma boa ideia… com o objetivo errado&#xA;&#xA;Diante desse cenário, o governo criou o ENAMED. À primeira vista, parece um avanço. Afinal, trata-se de uma prova nacional aplicada aos formandos em Medicina.&#xA;&#xA;Mas o problema está no detalhe — e ele é enorme.&#xA;&#xA;O ENAMED não é um exame de habilitação profissional.&#xA;&#xA;Ele funciona apenas como um instrumento de ranqueamento.&#xA;&#xA;Na prática:&#xA;&#xA;•&#x9;A nota serve para disputar vagas de residência médica;&#xA;&#xA;•&#x9;Quem vai mal não sofre nenhuma consequência profissional;&#xA;&#xA;•&#x9;Quem não faz a prova continua apto a trabalhar normalmente;&#xA;&#xA;•&#x9;O diploma, sozinho, continua autorizando o exercício da Medicina.&#xA;&#xA;Ou seja: a prova existe, mas não protege o paciente.&#xA;&#xA;O que a Medicina brasileira realmente precisa é de um Exame de Proficiência Médica — um filtro nacional, obrigatório, objetivo e inegociável.&#xA;&#xA;Algo simples no conceito, mas poderoso no efeito:&#xA;&#xA;Só pode exercer Medicina quem provar que sabe o mínimo necessário para fazê-lo com segurança.&#xA;&#xA;Esse exame teria três funções centrais.&#xA;&#xA;1. Proteger o paciente&#xA;&#xA;Antes de qualquer debate corporativo, ideológico ou político, a prioridade deveria ser óbvia: evitar que pessoas despreparadas atendam a população.&#xA;&#xA;2. Responsabilizar as faculdades&#xA;&#xA;Se uma faculdade formar dezenas de alunos e nenhum passar no exame, a conclusão será inevitável: o curso é ruim. E curso ruim não deve continuar funcionando.&#xA;&#xA;3. Parar de culpar apenas o aluno&#xA;&#xA;O discurso atual é confortável para o Estado:&#xA;&#xA;“Se o aluno não sabe, a culpa é dele.”&#xA;&#xA;O próprio governo autoriza a abertura das faculdades.&#xA;&#xA;Se existe um título profissional que permite atuar sobre a vida de terceiros, o Estado tem a obrigação de garantir que esse título signifique algo concreto.&#xA;&#xA;Cada coisa no seu lugar&#xA;&#xA;O problema central da Medicina no Brasil hoje é a confusão de funções.&#xA;&#xA;•&#x9;Universidade serve para ensinar&#xA;&#xA;•&#x9;Prova de Proficiência serve para autorizar o exercício profissional.&#xA;&#xA;•&#x9;Residência médica serve para formar especialistas.&#xA;&#xA;Hoje, o país mistura tudo:&#xA;&#xA;•&#x9;Usa uma prova como ranking,&#xA;&#xA;•&#x9;Trata especialização como filtro de qualidade,&#xA;&#xA;•&#x9;E deixa o exercício básico da profissão sem nenhum controle real.&#xA;&#xA;O resultado é um sistema frouxo, incoerente e perigoso.&#xA;&#xA;Medicina não é presença em sala de aula.&#xA;&#xA;E muito menos um experimento social feito às custas da população mais vulnerável.&#xA;&#xA;Se advogados precisam provar que sabem advogar antes de trabalhar, é indefensável que médicos não precisem provar que sabem cuidar de vidas.&#xA;&#xA;Chegou a hora de parar de fingir que o problema não existe.&#xA;&#xA;De parar de proteger instituições ruins.&#xA;&#xA;E de exigir, com todas as letras:&#xA;&#xA;Só deve atender a população quem provar, de forma objetiva, que sabe o mínimo necessário para ser médico.&#xA;&#xA;Qualquer coisa diferente disso não é descuido: É irresponsabilidade institucional.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p># AVISO: USO DE IA NO TEXTO #</p>

<p>Imagine um país em que, para dirigir um carro, não fosse necessário fazer prova no DETRAN.</p>

<p>Bastaria se matricular em uma autoescola qualquer, assistir às aulas — boas ou péssimas — cumprir presença e, ao final, sair habilitado a dirigir um caminhão de 8 eixos em via pública.</p>

<p>Soa absurdo?</p>



<p>Pois é exatamente assim que funciona a formação médica no Brasil hoje.</p>

<p><strong>Um diploma que não garante competência</strong></p>

<p>No modelo atual, concluir o curso de Medicina é suficiente para exercer a profissão.</p>

<p>Não há, após a graduação, nenhum exame nacional obrigatório que comprove se aquele recém-formado domina o mínimo necessário para cuidar de vidas humanas.</p>

<p><strong>O diploma virou, na prática, um atestado de frequência — não de competência.</strong></p>

<p>E isso não seria tão grave se todas as faculdades formassem médicos bem preparados.</p>

<p>Mas esse definitivamente não é o caso.</p>

<p><strong>A explosão de faculdades e o colapso da formação prática</strong></p>

<p>Nos últimos anos, o Brasil assistiu à abertura desenfreada de cursos de Medicina.</p>

<p>Muitos deles surgem sem estrutura adequada, sem hospital próprio, sem campo de prática suficiente e, em alguns casos, sem nem fazer convênios sólidos para garantir treinamento clínico real.</p>

<p><strong>As ações judiciais</strong></p>

<p>Há situações em que decisões judiciais autorizam cursos mesmo quando os requisitos mínimos não estão plenamente atendidos. O resultado é previsível: alunos se formam sem ter atendido pacientes em volume e complexidade suficientes para desenvolver raciocínio clínico seguro</p>

<p>O sistema finge que ensinou.</p>

<p>O diploma finge que certificou.</p>

<p>E a população paga o preço.</p>

<p><strong>ENAMED: uma boa ideia… com o objetivo errado</strong></p>

<p>Diante desse cenário, o governo criou o ENAMED. À primeira vista, parece um avanço. Afinal, trata-se de uma prova nacional aplicada aos formandos em Medicina.</p>

<p>Mas o problema está no detalhe — e ele é enorme.</p>

<p>O ENAMED <strong>não é um exame de habilitação profissional</strong>.</p>

<p>Ele funciona apenas como um <strong>instrumento de ranqueamento</strong>.</p>

<p>Na prática:</p>

<p>•   A nota serve para disputar vagas de residência médica;</p>

<p>•   Quem vai mal não sofre nenhuma consequência profissional;</p>

<p>•   Quem não faz a prova continua apto a trabalhar normalmente;</p>

<p>•   O diploma, sozinho, continua autorizando o exercício da Medicina.</p>

<p>Ou seja: a prova existe, mas <strong>não protege o paciente</strong>.</p>

<p><strong>O que a Medicina brasileira realmente precisa</strong> <strong>é de um</strong> <strong>Exame de Proficiência Médica</strong> <strong>—</strong> <strong>um filtro nacional, obrigatório, objetivo e inegociável.</strong></p>

<p>Algo simples no conceito, mas poderoso no efeito:</p>

<p><strong>Só pode exercer Medicina quem provar que sabe o mínimo necessário para fazê-lo com segurança.</strong></p>

<p>Esse exame teria três funções centrais.</p>

<p><strong>1. Proteger o paciente</strong></p>

<p>Antes de qualquer debate corporativo, ideológico ou político, a prioridade deveria ser óbvia: evitar que pessoas despreparadas atendam a população.</p>

<p><strong>2. Responsabilizar as faculdades</strong></p>

<p>Se uma faculdade formar dezenas de alunos e nenhum passar no exame, a conclusão será inevitável: <strong>o curso é ruim</strong>. E curso ruim não deve continuar funcionando.</p>

<p><strong>3. Parar de culpar apenas o aluno</strong></p>

<p>O discurso atual é confortável para o Estado:</p>

<p>“Se o aluno não sabe, a culpa é dele.”</p>

<p>O próprio governo autoriza a abertura das faculdades.</p>

<p>Se existe um título profissional que permite atuar sobre a vida de terceiros, o Estado tem a obrigação de garantir que esse título signifique algo concreto.</p>

<p><strong>Cada coisa no seu luga</strong>r</p>

<p>O problema central da Medicina no Brasil hoje é a confusão de funções.</p>

<p>•   <strong>Universidade</strong> serve para ensinar</p>

<p>•   <strong>Prova de Proficiência</strong> serve para autorizar o exercício profissional.</p>

<p>•   <strong>Residência médica</strong> serve para formar especialistas.</p>

<p>Hoje, o país mistura tudo:</p>

<p>•   Usa uma prova como ranking,</p>

<p>•   Trata especialização como filtro de qualidade,</p>

<p>•   E deixa o exercício básico da profissão sem nenhum controle real.</p>

<p>O resultado é um sistema frouxo, incoerente e perigoso.</p>

<p>Medicina não é presença em sala de aula.</p>

<p>E muito menos um experimento social feito às custas da população mais vulnerável.</p>

<p>Se advogados precisam provar que sabem advogar antes de trabalhar, é indefensável que médicos não precisem provar que sabem cuidar de vidas.</p>

<p>Chegou a hora de parar de fingir que o problema não existe.</p>

<p>De parar de proteger instituições ruins.</p>

<p>E de exigir, com todas as letras:</p>

<p><strong>Só deve atender a população quem provar, de forma objetiva, que sabe o mínimo necessário para ser médico.</strong></p>

<p>Qualquer coisa diferente disso não é descuido: É irresponsabilidade institucional.</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/autorizar-e-um-ato-de-responsabilidade</guid>
      <pubDate>Mon, 02 Feb 2026 14:57:47 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O Brasil exposto pelo BBB prefere trocar de canal?</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/o-brasil-exposto-pelo-bbb-prefere-trocar-de-canal?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[O BBB como espelho do Brasil que muita gente diz odiar - mas assiste todo dia.&#xA;&#xA;Talvez o incômodo seja reconhecimento.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;Todo ano é o mesmo ritual. As pessoas dizem que odeiam o BBB. Que não assistem. Que “não aguentam mais”. Que virou baixaria, militância, gente rasa, conflito fake. E mesmo assim sabem quem brigou, quem chorou, quem virou vilão, quem “está sendo cancelado”…&#xA;&#xA;Acompanham pelo X/Twitter, pelo Instagram, pelo WhatsApp… “Não assistem” – mas sabem de tudo.&#xA;&#xA;A verdade é que nunca assistiram tanto.&#xA;&#xA;Se não fosse tão assistido, a Globo não faria novas edições.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;(Curiosidade, consultei o catálogo da GloboAds. Para dar uma ideia: um comercial de 30” durante o BBB (nacional), custa entre R$ 500.000 e R$ 780.000 (depende do dia da semana a ser veiculado). O mesmo contrato, durante o “Jornal Nacional”, custa em média R$ 1.000.000. A surpresa do custo é o custo de tarde, durante o “Vale a Pena Ver de Novo”: custa R$ 210.000).&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Ou seja, sim. Ainda há muito brasileiro assistindo o BBB. Mesmo negando.&#xA;&#xA;Talvez o problema não seja o BBB. Talvez seja o reflexo.&#xA;&#xA;As pessoas dizem que não assistem ao BBB porque ele incomoda… Por quê? Porque ele não mostra um recorte de Brasil ideal que era esperado ver. Ele mostra um Brasil possível. Gente que fala sem pensar, gente que fala o que não devia “da boca pra fora”. Gente que fala bonito e age mal - e vice-versa. Gente que erra tentando acertar e gente que acerta só pra ser aplaudida.&#xA;&#xA;Um país inteiro dentro de uma casa, que não tem filtros suficientes pra esconder as contradições. A gente odeia porque se reconhece.&#xA;&#xA;Reconhecimento incomoda demais.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;É confortável criticar os participantes… Chamar de burros, rasos, manipuláveis. Difícil é admitir que eles falam o que muita gente fala no almoço de domingo, só que sem microfone.&#xA;&#xA;Que reproduzem “preconceitos comuns”, inseguranças comuns, ambições comuns.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O BBB não cria personagens, ele expõe padrões já existentes. E esses padrões são difíceis de engolir quando não combinam com a imagem que a gente faz de si mesmo, e com a imagem que a sociedade projeta dela mesma: totalmente quebradiça.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O público gosta de apontar o dedo, mas não gosta de ver a própria mão se apontando.&#xA;&#xA;Basta um paredão pra virar torcida organizada, guerra moral, linchamento digital.&#xA;&#xA;O mesmo público que acusa o programa de ser tóxico, participa ativamente da toxicidade. E participa com prazer.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Existe também uma hipocrisia silenciosa na crítica que faço ao BBB. Dizem que o programa “emburrece o país”, como se ele fosse a causa - mas ele é o sintoma.&#xA;&#xA;Como se o Brasil fosse um oásis de debates profundos interrompido por uma prova do líder.&#xA;&#xA;O BBB não empobrece o discurso nacional. Ele já é empobrecido.&#xA;&#xA;Ele tira o filtro. Mostrando como falamos quando achamos que ninguém importante está ouvindo. E ter uma câmera mostrando “o que estamos fazendo/falando” é muito incômodo. Fazer uma autocrítica, uma autorreflexão, demanda muita energia e muita concentração.&#xA;&#xA;Demanda ainda muita paciência e quebra de paradigmas. Serão encontrados pontos a serem melhorados, e não será gostoso sentir isso.&#xA;&#xA;Talvez por isso incomode tanto.&#xA;&#xA;Porque ele desmonta a fantasia do brasileiro cordial, racional, politizado e consciente.&#xA;&#xA;O que aparece ali é um retrato de país cansado, defensivo, performático, tentando desesperadamente estar do lado certo da história — mesmo sem saber direito qual é esse lado…&#xA;&#xA;Um Brasil que aprende frases prontas e adere a ideias e grupos já criados, mas tropeça quando precisa fazer uma fala mais técnica; uma argumentação mais profunda.&#xA;&#xA;E ainda assim, a gente assiste ao BBB. Não por curiosidade de ego apenas. Mas porque existe algo de íntimo nesse espelho na casa mais vigiada do Brasil.&#xA;&#xA;A casa vigiada não mostra só quem está lá dentro. Ela revela quem está do lado de fora torcendo, odiando, e se projetando em alguém lá dentro.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O BBB é menos sobre os participantes e mais sobre o público que precisa deles pra se sentir melhor, mais certo, mais consciente… por isso o BBB sempre é sucesso de audiência, sempre foi, e sempre será.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;PS.: “Brasil” também pode ser interpretado como um grupo social específico do qual você participa.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Rio de Janeiro,&#xA;&#xA;25 de Janeiro de 2026.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>O BBB como espelho do Brasil que muita gente diz odiar – mas assiste todo dia.</strong></p>

<p><em><strong>Talvez o incômodo seja reconhecimento.</strong></em></p>



<p>Todo ano é o mesmo ritual. As pessoas dizem que odeiam o BBB. Que não assistem. Que “não aguentam mais”. Que virou baixaria, militância, gente rasa, conflito fake. E mesmo assim sabem quem brigou, quem chorou, quem virou vilão, quem “está sendo cancelado”…</p>

<p>Acompanham pelo X/Twitter, pelo Instagram, pelo WhatsApp… “Não assistem” – mas sabem de tudo.</p>

<p>A verdade é que nunca assistiram tanto.</p>

<p>Se não fosse tão assistido, a Globo não faria novas edições.</p>

<hr/>

<p><em>(Curiosidade, consultei o catálogo da GloboAds. Para dar uma ideia: um comercial de 30” durante o BBB (nacional), custa entre R$ 500.000 e R$ 780.000 (depende do dia da semana a ser veiculado). O mesmo contrato, durante o “Jornal Nacional”, custa em média R$ 1.000.000. A surpresa do custo é o custo de tarde, durante o “Vale a Pena Ver de Novo”: custa R$ 210.000).</em></p>

<hr/>

<p>Ou seja, sim. Ainda há muito brasileiro assistindo o BBB. Mesmo negando.</p>

<p>Talvez o problema não seja o BBB. Talvez seja o reflexo.</p>

<p>As pessoas dizem que não assistem ao BBB porque ele incomoda… Por quê? Porque ele não mostra um recorte de Brasil ideal que era esperado ver. Ele mostra um Brasil possível. Gente que fala sem pensar, gente que fala o que não devia “da boca pra fora”. Gente que fala bonito e age mal – e vice-versa. Gente que <em>erra tentando acertar</em> e gente que acerta só pra ser aplaudida.</p>

<p>Um país inteiro dentro de uma casa, <strong>que não tem filtros</strong> <strong>suficientes</strong> pra esconder as contradições. A gente odeia porque se reconhece.</p>

<p>Reconhecimento incomoda demais.</p>

<hr/>

<p>É confortável criticar os participantes… Chamar de burros, rasos, manipuláveis. Difícil é admitir que eles falam o que <strong>muita gente fala no almoço de domingo</strong>, só que <em>sem microfone</em>.</p>

<p>Que reproduzem “preconceitos comuns”, inseguranças comuns, ambições comuns.</p>

<hr/>

<p>O BBB não cria personagens, ele expõe padrões já existentes. E esses padrões são difíceis de engolir quando não combinam com a imagem que a gente faz de si mesmo, e com a imagem que a sociedade projeta dela mesma: <strong>totalmente</strong> <strong>quebradiça</strong>.</p>

<hr/>

<p>O público gosta de apontar o dedo, mas não gosta de ver a própria mão se apontando.</p>

<p>Basta um paredão pra virar torcida organizada, guerra moral, linchamento digital.</p>

<p>O mesmo público que acusa o programa de ser tóxico, participa ativamente da toxicidade. E participa com prazer.</p>

<hr/>

<p>Existe também uma hipocrisia silenciosa na crítica que faço ao BBB. Dizem que o programa “emburrece o país”, como se ele fosse a <strong>causa</strong> - mas ele é o <strong>sintoma</strong>.</p>

<p><em><strong>Como se o Brasil fosse um oásis de debates profundos interrompido por uma prova do líder.</strong></em></p>

<p>O BBB não empobrece o discurso nacional. Ele já é empobrecido.</p>

<p>Ele tira o filtro. Mostrando como falamos quando achamos que ninguém importante está ouvindo. E ter uma câmera mostrando “o que estamos fazendo/falando” é muito incômodo. Fazer uma autocrítica, uma autorreflexão, demanda muita energia e muita concentração.</p>

<p>Demanda ainda muita paciência e quebra de paradigmas. Serão encontrados pontos a serem melhorados, e <em>não será gostoso sentir isso.</em></p>

<p><strong>Talvez por isso incomode tanto.</strong></p>

<p>Porque ele desmonta a fantasia do brasileiro cordial, racional, politizado e consciente.</p>

<p>O que aparece ali é um retrato de país cansado, defensivo, performático, tentando desesperadamente estar do lado certo da história — mesmo sem saber direito qual é esse lado…</p>

<p>Um Brasil que aprende frases prontas e adere a ideias e grupos já criados, mas tropeça quando precisa fazer uma fala mais técnica; uma argumentação mais profunda.</p>

<p>E ainda assim, a gente assiste ao BBB. Não por curiosidade de ego apenas. Mas porque existe algo de íntimo nesse espelho na casa mais vigiada do Brasil.</p>

<p>A casa vigiada não mostra só quem está lá dentro. Ela revela quem está do lado de fora torcendo, odiando, e se projetando em alguém lá dentro.</p>

<hr/>

<p>O BBB é menos sobre os participantes e mais sobre o público que precisa deles pra se sentir melhor, mais certo, mais consciente… por isso o BBB sempre é sucesso de audiência, sempre foi, e sempre será.</p>

<hr/>

<p>PS.: “Brasil” também pode ser interpretado como um grupo social específico do qual você participa.</p>

<hr/>

<p>Rio de Janeiro,</p>

<p>25 de Janeiro de 2026.</p>

<p><img src="https://i.snap.as/OG2j1fhT.jpeg" alt=""/></p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/o-brasil-exposto-pelo-bbb-prefere-trocar-de-canal</guid>
      <pubDate>Sun, 25 Jan 2026 09:11:25 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Os (Supostos) Hiperdiagnósticos da Geração.com</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/os-supostos-hiperdiagnosticos-da-geracao-com?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[AVISO: Este texto contém material que pode ser inadequado para alguns leitores.&#xA;&#xA;Quem nós seríamos sem nossos prazeres?&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;Bom, vejamos os 4 prazeres básicos que todo ser humano possui. Todo ser humano possui desejo de transar; beber; comer e dormir. Afinal são os desejos que a vida necessita. “Reprodução, sede, fome e sono.”&#xA;&#xA;Neste texto, a questão a ser abordada é outra. É o hiperestimulo que acaba causando problemas numa parte específica do cérebro chamada córtex pré-frontal. Essa parte é responsável pelo domínio da atenção.&#xA;&#xA;Como qualquer droga, o vício, ou melhor, a dependência, pode virar uma doença, a depender do nível em que esteja.&#xA;&#xA;Nós “nos permitimos” criar uma doença: o vício do uso de celular, chamado de nomofobia.&#xA;&#xA;Como qualquer dependência, a nomofobia está sendo tratada pela medicina como uma doença - e é o que deve acontecer de fato.&#xA;&#xA;(Nota: Quando aplicamos a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, na minha visão, iríamos ter adolescentes nomofóbicos em todos os cantos. E foi o que de fato aconteceu.)&#xA;&#xA;Por que trago esse assunto, no meio dos 4 desejos mínimos humanos?&#xA;&#xA;Porque é o mais pronunciado na nossa sociedade na época de hoje. E derivado dele, nasce o imediatismo. Nasce também a inquietação e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).&#xA;&#xA;Há uma parcela da geração revolucionária (que hoje está na meia idade) que acredita que estamos “fazendo diagnósticos em excesso”; especialmente de TDAH, mas também de TEA (Transtorno do Espectro Autista).&#xA;&#xA;A geração revolucionária não vivenciou o que é vivenciado hoje pela geração mais afetada, a geração.com.&#xA;&#xA;A geração.com vivenciou picos de dependência por excesso de uso de celular; vivenciou picos de uso de tecnologia em geral, vivenciou e grande parte e, ainda vivencia o hiperestímulo que os vídeos curtos, os reels (Instagram) e o TikTok fornecem.&#xA;&#xA;O ato de passar para cima para ver um vídeo de gatinho seguido do outro, é uma doença! Especialmente porque não são dois ou três vídeos, são 400 seguidos que o jovem não se dá conta que o algoritmo já o fez levar a assistir 398 vídeos a mais do que era o desejo dele.&#xA;&#xA;Uma novidade: hoje existem novelas - repito - NOVELAS - no formato reels.&#xA;&#xA;Essas novelas são projetadas para criar mais imediatismo e mais dependência.&#xA;&#xA;Elas NÃO possuem intervalo entre as falas - até porquê a geração.com não aguentaria aguardar e passaria o vídeo.&#xA;&#xA;Essas novelas são projetadas para o vício.&#xA;&#xA;(Não que as novelas comuns não sejam).&#xA;&#xA;Mas o potencial de adicção é extremo.&#xA;&#xA;A saúde da geração.com é algo que se vê como delicada, mas essa geração tem seus próprios problemas que foram projetados para afetá-la.&#xA;&#xA;Há um questionamento na sociedade científica de fato de que possamos estar fazendo muitos diagnósticos sem os devidos critérios, mas ao mesmo tempo mais pessoas estão obtendo acesso à médicos especialistas, e à informação, que se tornou essencial para questionar os “hiperdiagnósticos”. A conclusão? Mais pessoas estão expostas a problemas causados pelo celular, e uma gigantesca quantidade de pessoas obteve acesso a cuidados médicos, fazendo o número de diagnósticos crescer exponencialmente. Mas de fato, estamos mais doentes do que em qualquer outra época.&#xA;&#xA;Hoje em dia, não é mais vencer a dependência a alguma droga que é o ápice.&#xA;&#xA;O ápice é vencer a dependência do uso do celular.&#xA;&#xA;Rio de Janeiro,&#xA;&#xA;29 de Dezembro de 2025.&#xA;&#xA;FONTE: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35253285/&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>AVISO: Este texto contém material que pode ser inadequado para alguns leitores.</p>

<p>Quem nós seríamos sem nossos prazeres?</p>



<p>Bom, vejamos os 4 prazeres básicos que todo ser humano possui. Todo ser humano possui desejo de transar; beber; comer e dormir. Afinal são os desejos que a vida necessita. “Reprodução, sede, fome e sono.”</p>

<p>Neste texto, a questão a ser abordada é outra. É o hiperestimulo que acaba causando problemas numa parte específica do cérebro chamada córtex pré-frontal. Essa parte é responsável pelo domínio da atenção.</p>

<p>Como qualquer droga, o vício, ou melhor, a dependência, pode virar uma doença, a depender do nível em que esteja.</p>

<p>Nós “nos permitimos” criar uma doença: o vício do uso de celular, chamado de nomofobia.</p>

<p>Como qualquer dependência, a nomofobia está sendo tratada pela medicina como uma doença – e é o que deve acontecer de fato.</p>

<p>(Nota: Quando aplicamos a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, na minha visão, iríamos ter adolescentes nomofóbicos em todos os cantos. E foi o que de fato aconteceu.)</p>

<p>Por que trago esse assunto, no meio dos 4 desejos mínimos humanos?</p>

<p>Porque é o mais pronunciado na nossa sociedade na época de hoje. E derivado dele, nasce o imediatismo. Nasce também a inquietação e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).</p>

<p>Há uma parcela da geração revolucionária (que hoje está na meia idade) que acredita que estamos “fazendo diagnósticos em excesso”; especialmente de TDAH, mas também de TEA (Transtorno do Espectro Autista).</p>

<p>A geração revolucionária não vivenciou o que é vivenciado hoje pela geração mais afetada, a geração.com.</p>

<p>A geração.com vivenciou picos de dependência por excesso de uso de celular; vivenciou picos de uso de tecnologia em geral, vivenciou e grande parte e, ainda vivencia o hiperestímulo que os vídeos curtos, os <em>reels</em> (Instagram) e o TikTok fornecem.</p>

<p>O ato de passar para cima para ver um vídeo de gatinho seguido do outro, é uma doença! Especialmente porque não são dois ou três vídeos, são 400 seguidos que o jovem não se dá conta que o algoritmo já o fez levar a assistir 398 vídeos a mais do que era o desejo dele.</p>

<p>Uma novidade: hoje existem novelas – repito – NOVELAS – no formato <em>reels.</em></p>

<p>Essas novelas são projetadas para criar mais imediatismo e mais dependência.</p>

<p>Elas <strong>NÃO possuem intervalo entre as falas</strong> - até porquê a geração.com não aguentaria aguardar e passaria o vídeo.</p>

<p>Essas novelas são projetadas para o vício.</p>

<p>(Não que as novelas comuns não sejam).</p>

<p>Mas o potencial de adicção é extremo.</p>

<p>A saúde da geração.com é algo que se vê como delicada, mas essa geração tem seus próprios problemas que foram projetados para afetá-la.</p>

<p>Há um questionamento na sociedade científica de fato de que possamos estar fazendo muitos diagnósticos sem os devidos critérios, mas ao mesmo tempo mais pessoas estão obtendo acesso à médicos especialistas, e à informação, que se tornou essencial para questionar os “hiperdiagnósticos”. A conclusão? Mais pessoas estão expostas a problemas causados pelo celular, e uma gigantesca quantidade de pessoas obteve acesso a cuidados médicos, fazendo o número de diagnósticos crescer exponencialmente. Mas de fato, estamos mais doentes do que em qualquer outra época.</p>

<p>Hoje em dia, não é mais vencer a dependência a alguma droga que é o ápice.</p>

<p>O ápice é vencer a dependência do uso do celular.</p>

<p>Rio de Janeiro,</p>

<p>29 de Dezembro de 2025.</p>

<p>FONTE: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35253285/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35253285/</a></p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/os-supostos-hiperdiagnosticos-da-geracao-com</guid>
      <pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:06:15 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Estamos Criando Crianças ou Protegendo os Pais?</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/estamos-criando-criancas-do-jeito-certo?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[\# AVISO: USO DE IA NO TEXTO #&#xA;&#xA;Estamos criando crianças numa sala acolchoada — e depois fingindo surpresa quando o mundo machuca.&#xA;&#xA;A sala acolchoada&#xA;&#xA;Nunca a infância foi tão protegida, monitorada, filtrada, mediada e higienizada.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;E aqui não é proteção no sentido nobre — é amortecimento existencial.&#xA;&#xA;Frustração virou trauma.&#xA;Tédio virou problema clínico.&#xA;Conflito virou violência.&#xA;Discordância virou ofensa.&#xA;&#xA;Criamos ambientes onde:&#xA;&#xA;Não se perde (todo mundo ganha medalha).&#xA;Não se erra (erro é “processo”, nunca consequência).&#xA;Não se espera (dopamina imediata, tela, estímulo, recompensa).&#xA;Não se suporta silêncio, desconforto ou limite.&#xA;&#xA;Resultado? Crianças emocionalmente frágeis, hiperestimuladas e hipotreinadas.&#xA;&#xA;O mundo real (spoiler: ele não é acolchoado)&#xA;&#xA;O mundo:&#xA;&#xA;Não pede licença.&#xA;Não se adapta ao seu sentimento.&#xA;Não explica tudo.&#xA;Não garante segurança emocional.&#xA;Não valida sua dor antes de te cobrar desempenho.&#xA;&#xA;O mundo cobra competência, tolerância à frustração, resiliência e autonomia.&#xA;&#xA;E ele cobra sem tutorial.&#xA;&#xA;Aí acontece o choque:&#xA;&#xA;“Mas meu filho sempre foi tratado com cuidado…”&#xA;&#xA;Pois é.&#xA;&#xA;O mundo não assina esse contrato.&#xA;&#xA;O paradoxo cruel&#xA;&#xA;Na tentativa de evitar sofrimento, estamos criando adultos que sofrem mais.&#xA;&#xA;Porque:&#xA;&#xA;Quem nunca caiu não sabe levantar.&#xA;Quem nunca ouviu “não” não sabe negociar.&#xA;Quem nunca falhou não sabe persistir.&#xA;Quem nunca foi contrariado não sabe conviver.&#xA;&#xA;Isso não é teoria — é fisiologia, psicologia, neurodesenvolvimento e, francamente, observação empírica básica.&#xA;&#xA;Mas atenção: não é sobre brutalidade&#xA;&#xA;Aqui vem a parte que muita gente erra (ou finge não entender):&#xA;&#xA;Não é criar crianças duras.&#xA;&#xA;É criar crianças capazes.&#xA;&#xA;Não é negligência.&#xA;&#xA;É exposição progressiva ao real.&#xA;&#xA;Limite não é violência.&#xA;Frustração não é trauma.&#xA;Responsabilidade não é opressão.&#xA;Autonomia não é abandono.&#xA;&#xA;Acolher não é eliminar o desconforto — é ensinar a atravessá-lo.&#xA;&#xA;O que forma alguém “pronto pro mundo”?&#xA;&#xA;Não é blindagem. É treino.&#xA;&#xA;Crianças prontas pro mundo:&#xA;&#xA;Sabem lidar com o “não”.&#xA;Sabem esperar.&#xA;Sabem perder.&#xA;Sabem errar sem colapsar.&#xA;Sabem que nem tudo é justo — e seguem em frente mesmo assim.&#xA;&#xA;Isso se constrói com pequenas dores controladas, não com anestesia constante.&#xA;&#xA;Em resumo (sem anestesia):&#xA;&#xA;Estamos criando crianças emocionalmente seguras?&#xA;&#xA;Ou emocionalmente dependentes de amortecimento?&#xA;&#xA;Porque o mundo não vai colocar espuma nas quinas só porque a infância virou uma sala acolchoada.&#xA;&#xA;E a pergunta final — a mais incômoda — é essa:&#xA;&#xA;Estamos protegendo as crianças… ou protegendo os adultos do desconforto de ver crianças sofrerem um pouco para se tornarem fortes?&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p># AVISO: USO DE IA NO TEXTO #</p>

<p>Estamos criando crianças numa sala acolchoada — e depois fingindo surpresa quando o mundo machuca.</p>

<p><strong>A sala acolchoada</strong></p>

<p>Nunca a infância foi tão protegida, monitorada, filtrada, mediada e higienizada.</p>



<p>E aqui não é proteção no sentido nobre — é amortecimento existencial.</p>
<ul><li>Frustração virou trauma.</li>
<li>Tédio virou problema clínico.</li>
<li>Conflito virou violência.</li>
<li>Discordância virou ofensa.</li></ul>

<p>Criamos ambientes onde:</p>
<ul><li>Não se perde (todo mundo ganha medalha).</li>
<li>Não se erra (erro é “processo”, nunca consequência).</li>
<li>Não se espera (dopamina imediata, tela, estímulo, recompensa).</li>
<li>Não se suporta silêncio, desconforto ou limite.</li></ul>

<p>Resultado? Crianças emocionalmente frágeis, hiperestimuladas e hipotreinadas.</p>

<p><strong>O mundo real (spoiler: ele não é acolchoado)</strong></p>

<p>O mundo:</p>
<ul><li>Não pede licença.</li>
<li>Não se adapta ao seu sentimento.</li>
<li>Não explica tudo.</li>
<li>Não garante segurança emocional.</li>
<li>Não valida sua dor antes de te cobrar desempenho.</li></ul>

<p>O mundo cobra competência, tolerância à frustração, resiliência e autonomia.</p>

<p>E ele cobra sem tutorial.</p>

<p>Aí acontece o choque:</p>

<p>“Mas meu filho sempre foi tratado com cuidado…”</p>

<p>Pois é.</p>

<p>O mundo não assina esse contrato.</p>

<p><strong>O paradoxo cruel</strong></p>

<p>Na tentativa de evitar sofrimento, estamos criando adultos que sofrem mais.</p>

<p>Porque:</p>
<ul><li>Quem nunca caiu não sabe levantar.</li>
<li>Quem nunca ouviu “não” não sabe negociar.</li>
<li>Quem nunca falhou não sabe persistir.</li>
<li>Quem nunca foi contrariado não sabe conviver.</li></ul>

<p>Isso não é teoria — é fisiologia, psicologia, neurodesenvolvimento e, francamente, observação empírica básica.</p>

<p><strong>Mas atenção: não é sobre brutalidade</strong></p>

<p>Aqui vem a parte que muita gente erra (ou finge não entender):</p>

<p>Não é criar crianças duras.</p>

<p>É criar crianças capazes.</p>

<p>Não é negligência.</p>

<p>É exposição progressiva ao real.</p>
<ul><li>Limite não é violência.</li>
<li>Frustração não é trauma.</li>
<li>Responsabilidade não é opressão.</li>
<li>Autonomia não é abandono.</li></ul>

<p>Acolher não é eliminar o desconforto — é ensinar a atravessá-lo.</p>

<p><strong>O que forma alguém “pronto pro mundo”?</strong></p>

<p>Não é blindagem. É treino.</p>

<p>Crianças prontas pro mundo:</p>
<ul><li>Sabem lidar com o “não”.</li>
<li>Sabem esperar.</li>
<li>Sabem perder.</li>
<li>Sabem errar sem colapsar.</li>
<li>Sabem que nem tudo é justo — e seguem em frente mesmo assim.</li></ul>

<p>Isso se constrói com pequenas dores controladas, não com anestesia constante.</p>

<p><strong>Em resumo (sem anestesia):</strong></p>

<p>Estamos criando crianças emocionalmente seguras?</p>

<p>Ou emocionalmente dependentes de amortecimento?</p>

<p>Porque o mundo não vai colocar espuma nas quinas só porque a infância virou uma sala acolchoada.</p>

<p>E a pergunta final — a mais incômoda — é essa:</p>

<p>Estamos protegendo as crianças… ou protegendo os adultos do desconforto de ver crianças sofrerem um pouco para se tornarem fortes?</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/estamos-criando-criancas-do-jeito-certo</guid>
      <pubDate>Mon, 22 Dec 2025 09:50:58 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O Temido Silêncio</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/o-temido-silencio-ensurdecedor?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[Conheço muitas pessoas que não conseguem ficar no silêncio.&#xA;&#xA;O motivo? O “silêncio é ensurdecedor”; causador de ansiedade imediata.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;Será que é verdade ou essas pessoas estão com medo dos próprios pensamentos?&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O que poderia fazer um eco tão ruim nos próprios pensamentos que não se permitem nem ouvir?&#xA;&#xA;Confesso que não compreendo.&#xA;&#xA;Confesso também que estou tentando compreender o motivo da Geração.Com¹ ter tanto medo dos próprios pensamentos e ideias.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Será que isso é verdade mesmo?&#xA;&#xA;Ou essas pessoas têm medo dos próprios pensamentos?&#xA;&#xA;O que existe de tão insuportável dentro da própria mente que não pode ser ouvido sem a necessidade de um som de fundo? Sem uma tela acesa? Sem uma notificação piscando?&#xA;&#xA;Confesso: não compreendo.&#xA;&#xA;Confesso também que tento entender por que a Geração.Com¹ demonstra tanto medo/ansiedade das próprias ideias.&#xA;&#xA;O silêncio, para eles, não é um espaço fértil de criatividade; parece ser um vácuo hostil, quase uma ameaça.&#xA;&#xA;Onde não há estímulo, surge a angústia?! Onde não há distração, nasce um desconforto de existir consigo mesmo?!&#xA;&#xA;O silêncio, quando surge, denuncia.&#xA;&#xA;Ele revela ansiedade não tratada.&#xA;&#xA;É um paradoxo cruel: nunca foi tão fácil falar, postar, opinar - e nunca foi tão difícil pensar de verdade.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Talvez o problema nunca tenha sido o silêncio.&#xA;&#xA;(1) Geração.Com é a geração que nasceu depois dos anos 2000.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Conheço muitas pessoas que não conseguem ficar no silêncio.</p>

<p>O motivo? O “silêncio é ensurdecedor”; causador de ansiedade imediata.</p>



<p>Será que é verdade ou essas pessoas estão com medo dos próprios pensamentos?</p>

<hr/>

<p>O que poderia fazer um eco tão ruim nos próprios pensamentos que não se permitem nem ouvir?</p>

<p>Confesso que não compreendo.</p>

<p>Confesso também que estou tentando compreender o motivo da Geração.Com¹ ter tanto medo dos próprios pensamentos e ideias.</p>

<hr/>

<p>Será que isso é verdade mesmo?</p>

<p>Ou essas pessoas têm medo dos próprios pensamentos?</p>

<p>O que existe de tão insuportável dentro da própria mente que não pode ser ouvido sem a necessidade de um som de fundo? Sem uma tela acesa? Sem uma notificação piscando?</p>

<p>Confesso: não compreendo.</p>

<p>Confesso também que tento entender por que a Geração.Com¹ demonstra tanto medo/ansiedade das próprias ideias.</p>

<p>O silêncio, para eles, não é um espaço fértil de criatividade; parece ser um vácuo hostil, quase uma ameaça.</p>

<p>Onde não há estímulo, surge a angústia?! Onde não há distração, nasce um desconforto de existir consigo mesmo?!</p>

<p>O silêncio, quando surge, denuncia.</p>

<p>Ele revela ansiedade não tratada.</p>

<p>É um paradoxo cruel: nunca foi tão fácil falar, postar, opinar – e nunca foi tão difícil pensar de verdade.</p>

<hr/>

<p>Talvez o problema nunca tenha sido o silêncio.</p>

<p>(1) Geração.Com é a geração que nasceu depois dos anos 2000.</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/o-temido-silencio-ensurdecedor</guid>
      <pubDate>Mon, 22 Dec 2025 09:04:51 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Hipocrisia Injetável</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/hipocrisia-injetavel?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[Durante a pandemia de COVID-19, e no pós pandemia, surgiram vários casos de pessoas relevantes na mídia, médicos, políticos… muitos deles, anti vacina - e o presidente do país na época? Era a favor da ivermectina e da cloroquina…&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Muitas pessoas classificavam a vacina como “um risco” (mas que na verdade, foi a nossa salvação, ou você não estaria lendo este artigo).&#xA;&#xA;O risco, em teoria, na maior parte dos pseudocientistas, era o não conhecimento da vacina porque ela foi desenvolvida “rápida demais”, (2\~4 anos). O laboratório AstraZeneca fez um trabalho de venda de todas as doses a preço de custo, sem lucro, para todos os países, até todo o planeta ser vacinado. Depois iriam reaver o lucro, quando a pandemia estivesse sob controle. E foi o que fizeram.&#xA;&#xA;Deu certo.&#xA;&#xA;Hoje estamos vivos graças às vacinas desenvolvidas “rápidas demais”.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Hoje, nós vivemos uma epidemia de canetas emagrecedoras, que são caríssimas, pouco estudadas, e drenam a vida do paciente. O curioso é que as mesmas pessoas anti vacinas são as usuárias dessas canetas.&#xA;&#xA;Saxenda, Victoza, Ozempic, Mounjaro, entre dezenas de outras.&#xA;&#xA;E em relação ao Mounjaro ainda é pior: sendo caro demais, muitas pessoas compram no mercado ilegal, sem conhecer a procedência.&#xA;&#xA;Ora, perder peso faz bem, e se imunizar é um risco?&#xA;&#xA;Fica a reflexão.&#xA;&#xA;Vivemos numa sociedade altamente hipócrita.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Durante a pandemia de COVID-19, e no pós pandemia, surgiram vários casos de pessoas relevantes na mídia, médicos, políticos… muitos deles, anti vacina – e o presidente do país na época? Era a favor da ivermectina e da cloroquina…</p>



<hr/>

<p>Muitas pessoas classificavam a vacina como “um risco” (mas que na verdade, foi a nossa salvação, ou você não estaria lendo este artigo).</p>

<p>O risco, em teoria, na maior parte dos pseudocientistas, era o não conhecimento da vacina porque ela foi desenvolvida “rápida demais”, (2~4 anos). O laboratório AstraZeneca fez um trabalho de venda de todas as doses a preço de custo, sem lucro, para todos os países, até todo o planeta ser vacinado. Depois iriam reaver o lucro, quando a pandemia estivesse sob controle. E foi o que fizeram.</p>

<p>Deu certo.</p>

<p>Hoje estamos vivos graças às vacinas desenvolvidas “rápidas demais”.</p>

<hr/>

<p>Hoje, nós vivemos uma epidemia de canetas emagrecedoras, que são caríssimas, pouco estudadas, e drenam a vida do paciente. O curioso é que as mesmas pessoas anti vacinas são as usuárias dessas canetas.</p>

<p>Saxenda, Victoza, Ozempic, Mounjaro, entre dezenas de outras.</p>

<p>E em relação ao Mounjaro ainda é pior: sendo caro demais, muitas pessoas compram no mercado ilegal, sem conhecer a procedência.</p>

<p>Ora, perder peso faz bem, e se imunizar é um risco?</p>

<p>Fica a reflexão.</p>

<p>Vivemos numa sociedade altamente hipócrita.</p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/hipocrisia-injetavel</guid>
      <pubDate>Tue, 09 Dec 2025 20:14:28 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Cruel Economia Do Desamparo Psicológico</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/a-cruel-economia-do-desamparo-psicologico?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[Quantas vezes hoje você já foi ofertado a fazer uma assinatura mensal para sua maior conveniência e para deixar de ver anúncios? Se já acessou algum aplicativo hoje, provavelmente já foi ofertado.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O fenômeno que trago neste texto é o que chamo de Síndrome de Estocolmo Digital. - Neste estágio, você já aceitou o sequestro financeiro por esses aplicativos - e já está acostumado.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;A Síndrome de Estocolmo Digital é um instrumento psicológico cruel porque ela é baseada em ameaçar remover um serviço que você considera essencial (mesmo que não seja) e está assinando e pagando por ele — mesmo que não possa pagar por ele.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Vivemos um momento estarrecedor na economia cotidiana: tudo o que antes era gesto simples — baixar um app, ouvir uma música — agora exige uma assinatura mensal.&#xA;&#xA;A normalização desse modelo aconteceu sem debate público, sem regulação, sem questionamentos.&#xA;&#xA;A promessa era sedutora: pagar R$ 1,99 e ter acesso ilimitado. Mas o acesso ilimitado rapidamente se transformou em dependência psicológica. - Sim, como um medicamento controlado.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Hoje, parte significativa da nossa vida existe sob o risco de expiração: não pagou, não acessa. Todos viramos Reféns.&#xA;&#xA;O mais intrigante é o aspecto emocional que se formou em torno dessas cobranças. Não compramos apenas um app — compramos a sensação de segurança que ele entrega.&#xA;&#xA;A nuvem que guarda fotos que nunca acessamos. O editor que usamos duas vezes no mês, mas que é importante estar sempre pronto para uso - afinal, vai que tiro uma foto legal?!&#xA;&#xA;A ausência do acesso garantido causa a sensação de desamparo e desespero.&#xA;&#xA;Pagamos muito pouco por utilidade real - e muito mais por conforto psicológico.&#xA;&#xA;O medo de perder é muito mais rentável do que o prazer de ganhar.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Você não paga para receber algo novo. Você paga para continuar tendo aquilo que sempre foi seu.&#xA;&#xA;E essa dinâmica cria um paradoxo importante: quanto mais dependentes das ferramentas digitais nos tornamos, mais caro fica para apenas “funcionar” no mundo contemporâneo. Onde vamos parar?!&#xA;&#xA;A vida, antes era dividida entre despesas essenciais e supérfluos. Agora inclui uma terceira categoria: as assinaturas que você nem lembra de ter, mas tem medo e sente aflição só de pensar em cancelar.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O foco não é mais o preço, e também deixou de ser conquistar o usuário e virou fazer ele iniciar uma assinatura e permanecer sendo assinante, mês após mês.   Hoje, eles não tentam mais ser melhores que os concorrentes como antigamente - a assinatura tem o mesmo preço do concorrente, falando nisso…&#xA;&#xA;Estamos lidando com verdadeiros cartéis!&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;E assim seguimos, pagando mensalidades para acessar versões premium. Estamos começando a avançar, mas seguimos aceitando pagar continuamente pelo direito de continuar avançando.&#xA;&#xA;Somos nós que escolhemos nossas ferramentas — ou as ferramentas que nos escolhem como fonte de renda?!&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Para ter acesso ao próximo artigo de opinião, você consegue pagando apenas R$ 29,99! Vai perder essa mega promoção???\&#xA;&#xA;\Informação falsa&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2025, às 08:04.&#xA;&#xA;Atualizado às 08:07.&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes hoje você já foi ofertado a fazer uma assinatura mensal para sua maior conveniência e para deixar de ver anúncios? Se já acessou algum aplicativo hoje, provavelmente já foi ofertado.</p>

<hr/>

<p>O fenômeno que trago neste texto é o que chamo de <strong>Síndrome de Estocolmo Digital</strong>. – Neste estágio, você já aceitou o sequestro financeiro por esses aplicativos – e já está acostumado.</p>



<p>A Síndrome de Estocolmo Digital é um <strong>instrumento psicológico cruel</strong> porque ela é <strong>baseada em ameaçar remover um serviço que você considera essencial</strong> (mesmo que não seja) e está assinando e pagando por ele — mesmo que não possa pagar por ele.</p>

<hr/>

<p>Vivemos um momento estarrecedor na economia cotidiana: tudo o que antes era gesto simples — baixar um app, ouvir uma música — <strong>agora exige uma assinatura mensal.</strong></p>

<p>A normalização desse modelo aconteceu sem debate público, <strong>sem regulação</strong>, sem questionamentos.</p>

<p>A promessa era sedutora: <strong>pagar R$ 1,99 e ter acesso ilimitado.</strong> Mas o acesso ilimitado rapidamente se transformou em <strong>dependência psicológica</strong>. – Sim, como um medicamento controlado.</p>

<hr/>

<p>Hoje, parte significativa da nossa vida existe sob o risco de expiração: não pagou, não acessa. <strong>Todos viramos Reféns.</strong></p>

<p>O mais intrigante é o aspecto emocional que se formou em torno dessas cobranças. Não compramos apenas um app — compramos a sensação de segurança que ele entrega.</p>

<p>A nuvem que guarda fotos que nunca acessamos. O editor que usamos duas vezes no mês, mas que é importante estar sempre pronto para uso – afinal, vai que tiro uma foto legal?!</p>

<p><strong>A ausência do acesso garantido causa a sensação de desamparo e desespero.</strong></p>

<p>Pagamos muito pouco por utilidade real – e muito mais por conforto psicológico.</p>

<p>O medo de perder <strong>é muito mais rentável</strong> do que o prazer de ganhar.</p>

<hr/>

<p><strong>Você não paga para receber algo novo. Você paga para continuar tendo aquilo que sempre foi seu.</strong></p>

<p>E essa dinâmica cria um paradoxo importante: quanto mais dependentes das ferramentas digitais nos tornamos, mais caro fica para apenas <strong>“funcionar” no mundo contemporâneo. Onde vamos parar?!</strong></p>

<p>A vida, antes era dividida entre despesas essenciais e supérfluos. Agora inclui uma terceira categoria: <strong>as assinaturas que você nem lembra de ter, mas tem medo e sente aflição só de pensar em cancelar.</strong></p>

<hr/>

<p>O foco não é mais o preço, e também deixou de ser conquistar o usuário e virou fazer ele iniciar uma assinatura e permanecer sendo assinante, mês após mês.   Hoje, eles não tentam mais ser melhores que os concorrentes como antigamente – a assinatura tem o mesmo preço do concorrente, falando nisso…</p>

<p><strong>Estamos lidando com verdadeiros cartéis!</strong></p>

<hr/>

<p><strong>E assim seguimos, pagando mensalidades para acessar versões premium. Estamos começando a avançar, mas seguimos aceitando pagar continuamente pelo direito de continuar avançando.</strong></p>

<p>Somos nós que escolhemos nossas ferramentas — ou as ferramentas que nos escolhem como fonte de renda?!</p>

<hr/>

<p><strong>Para ter acesso ao próximo artigo de opinião, você consegue pagando apenas R$ 29,99! Vai perder essa mega promoção???*</strong></p>

<p>*Informação falsa</p>

<hr/>

<p>Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2025, às 08:04.</p>

<p>Atualizado às 08:07.</p>



<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/a-cruel-economia-do-desamparo-psicologico</guid>
      <pubDate>Sun, 16 Nov 2025 11:06:09 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Sociedade Está Cada Vez Mais Impaciente e Menos Inteligente - E Eu Posso Provar Isso</title>
      <link>https://olharconvexo.com.br/a-sociedade-esta-cada-vez-mais-impaciente-e-menos-inteligente-e-eu-posso?pk_campaign=rss-feed</link>
      <description>&lt;![CDATA[Estamos Perdendo O Timing…&#xA;&#xA;Quando decidi escrever esse artigo, comecei a reparar no comportamento das pessoas em relação ao Imediatismo. É chocante parar para prestar atenção nisso: Chegam notificações a cada poucos minutos; Mensagens precisam ser respondidas na hora; Se a entrega do lanche atrasar 2 minutos? não há mais paciência para aguardar: o cliente já abre uma reclamação e escreve um texto se queixando do restaurante.&#xA;&#xA;Me pergunto:&#xA;&#xA;Onde Foi Parar O Nosso Timing?!&#xA;&#xA;!--more--&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Quantas vezes você já leu o título de uma notícia, talvez até tenha lido o subtítulo, e já compartilhou sem ter certeza do conteúdo? Algumas vezes, imagino. Não precisa ter vergonha de admitir isso. Todos nós já fizemos isso alguma vez em uma hora em que estávamos querendo apenas ajudar.&#xA;&#xA;Hoje em dia, com a nossa suposta nova vida &#34;corrida de cada dia&#34;, está cada vez mais difícil não cair nessa verdadeira &#34;tentação do clickbait&#34;. &#xA;&#xA;Mas leia a notícia antes de encaminhar. Pode acontecer uma enxurrada de fake news por alguns segundos que você optou por perder.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;O cérebro humano tem uma velocidade e uma incrível capacidade de se adaptar - porém isso vale para adaptações boas mas também ruins.&#xA;&#xA;A gente troca dopamina por propósito de vida, claro. Mas a que ponto chegamos? Likes não podem - e nunca vão - substituir o afeto.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Passamos a ser a geração que não sabe mais o que é esperar e se desfez totalmente da paciência — e isso está custando caro à nossa própria saúde física e mental, aos nossos relacionamentos interpessoais e, especialmente, à capacidade de pensar criticamente.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Como o imediatismo empobrece a inteligência coletiva?&#xA;&#xA;Opiniões, especialmente aquelas sem embasamento nenhum, viralizam mais rápido que fatos. Opiniões são emitidas. Fatos são embasados e precisa-se ter paciência para ler para confirmar o discurso. Assim, é muito mais fácil seguir opiniões do que fatos. Na realidade, não é que a sociedade tenha ficado burra — ela simplesmente ficou rápida demais para ser inteligente.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;A “indústria do rápido” rouba a nossa profundidade, e é a nossa profundidade que faz parte de um pensamento crítico.&#xA;&#xA;Pensar, ler, estudar, e especialmente refletir — se tornou praticamente um ato subversivo nos dias de hoje. E nós precisamos reverter isso o quanto antes.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;PS.: durante a pesquisa que faço para me embasar para escrever meus artigos, recebi uma resposta inusitada do Google. Encerro esse artigo com a resposta do buscador.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;\\&#34;\\Se quiser, eu posso:&#xA;&#xA;✅ montar um texto crítico completo&#xA;✅ criar um artigo opinativo longo&#xA;✅ escrever uma crônica ácida e carioca&#xA;✅ criar uma tese mais filosófica&#xA;✅ ou até um manifesto futurista anti-imediatismo&#xA;&#xA;Qual desses estilos curte mais? Ou quer que eu escreva uma versão de cada?&#34;&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Rio de Janeiro, 10 de Novembro de 2025.&#xA;&#xA;Em Opinião, por Gabriel Soares em 10 de Novembro de 2025 às 06:24.&#xA;&#xA;div style=&#34;border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;&#34;&#xD;&#xA;img src=&#34;https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png&#34; alt=&#34;IMG 4379&#34;width: 75px; height: 75px; border-radius: 75%; margin-right: 20px;&#34;&#xD;&#xA;  div&#xD;&#xA;    pbEscrito por Gabriel Soares/b/p&#xD;&#xA;      br&#xD;&#xA;      a href=&#34;https://gabrielnettors.com&#34;Sobre o Autor/a&#xD;&#xA;    /p&#xD;&#xA;/div&#xD;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estamos Perdendo O <em>Timing</em>…</strong></p>

<p><em>Quando decidi escrever esse artigo, comecei a reparar no comportamento das pessoas em relação ao <strong>Imediatismo</strong>. É chocante parar para prestar atenção nisso: Chegam notificações a cada poucos minutos; Mensagens precisam ser respondidas na hora; Se a entrega do lanche atrasar 2 minutos? não há mais paciência para aguardar: o cliente já abre uma reclamação e escreve um texto se queixando do restaurante.</em></p>

<p><em>Me pergunto:</em></p>

<p><strong>Onde Foi Parar O Nosso <em>Timing?!</em></strong></p>



<hr/>

<p>Quantas vezes você já leu o título de uma notícia, talvez até tenha lido o subtítulo, e já compartilhou sem ter certeza do conteúdo? Algumas vezes, imagino. Não precisa ter vergonha de admitir isso. Todos nós já fizemos isso alguma vez em uma hora em que estávamos querendo apenas ajudar.</p>

<p>Hoje em dia, com a nossa suposta nova vida <strong>“corrida de cada dia</strong>”, está cada vez mais difícil não cair nessa verdadeira _<strong>“tentação do clickbait</strong>”. _</p>

<p><em><strong>Mas leia a notícia antes de encaminhar. Pode acontecer uma enxurrada de fake news por alguns segundos que você optou por perder.</strong></em></p>

<hr/>

<p>O cérebro humano tem uma <strong>velocidade e uma</strong> <strong>incrível capacidade de se adaptar -</strong> porém isso vale para adaptações boas mas também ruins.</p>

<p>A gente troca dopamina por propósito de vida, claro. Mas a que ponto chegamos? Likes não podem – e nunca vão – substituir o afeto.</p>

<hr/>

<p><strong>Passamos a ser a geração que não sabe mais o que é esperar e se desfez totalmente da paciência</strong> — e isso está custando caro à nossa própria saúde física e mental, aos nossos relacionamentos interpessoais e, especialmente, à <strong>capacidade de pensar criticamente.</strong></p>

<hr/>

<p><strong>Como o imediatismo empobrece a inteligência coletiva?</strong></p>

<p>Opiniões, especialmente aquelas sem embasamento nenhum, viralizam mais rápido que fatos. Opiniões são emitidas. Fatos são embasados e precisa-se ter paciência para ler para confirmar o discurso. Assim, é muito mais fácil seguir opiniões do que fatos. <strong>Na realidade, não é que a sociedade tenha ficado burra —</strong> <strong>ela simplesmente ficou <em>rápida demais</em> para ser inteligente.</strong></p>

<hr/>

<p><strong>A “indústria do rápido” rouba a nossa profundidade, e é a nossa profundidade que faz parte de um pensamento crítico.</strong></p>

<p>Pensar, ler, estudar, e especialmente <strong>refletir</strong> — se tornou praticamente um ato subversivo nos dias de hoje. <strong>E nós precisamos reverter isso o quanto antes.</strong></p>

<hr/>

<p>PS.: durante a pesquisa que faço para me embasar para escrever meus artigos, recebi uma resposta inusitada do Google. Encerro esse artigo com a resposta do buscador.</p>

<hr/>

<p><em>**“**Se quiser, eu posso:</em></p>

<p><em>✅ montar <strong>um texto crítico completo</strong>
✅ criar <strong>um artigo opinativo longo</strong>
✅ escrever <strong>uma crônica ácida e carioca</strong>
✅ criar <strong>uma tese mais filosófica</strong>
✅ ou até <strong>um manifesto futurista anti-imediatismo</strong></em></p>

<p><em>Qual desses estilos curte mais? Ou quer que eu escreva uma versão de cada?<strong>“</strong></em></p>

<hr/>

<p>Rio de Janeiro, 10 de Novembro de 2025.</p>

<p><em>Em Opinião, por Gabriel Soares em 10 de Novembro de 2025 às 06:24.</em></p>

<div style="border-top: 1px solid #ddd; padding-top: 20px; display: flex; align-items: center; margin-top: 40px;">
<img src="https://i.ibb.co/GvdZhPJF/IMG-4379.png" alt="IMG 4379">
  <div>
    <p><b>Escrito por Gabriel Soares</b></p>
      <br>
      <a href="https://gabrielnettors.com">Sobre o Autor</a>
    </p>
</div>
]]></content:encoded>
      <guid>https://olharconvexo.com.br/a-sociedade-esta-cada-vez-mais-impaciente-e-menos-inteligente-e-eu-posso</guid>
      <pubDate>Mon, 10 Nov 2025 09:45:23 +0000</pubDate>
    </item>
  </channel>
</rss>